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Usar cinto de segurança ainda é uma preocupação? Confira!

Um estudo feito no período de dezembro de 2024 a março de 2025 pela EPR Litoral Pioneiro, trouxe um dado preocupante para os motoristas que saem de casa em 2025. Nesse levantamento podemos ver que 35% das vitimas de acidentes que não usavam o cinto de segurança acabaram falecendo no local.

Homem com jaqueta jeans botando um cinto  de segurança preto em um carro com a interna preta.
Foto: Reprodução

Essa noticia é alarmante e mostra o quanto a negligência com um item tão simples pode custar a sua vida e trazer a tristeza para a sua família. Foram meses marcados por grande movimentação nas estradas devido às festas de fim de ano, férias escolares e o Carnaval.

E como é obvio nessas épocas sabemos que o fluxo de veículos aumentam, o que naturalmente eleva o risco de acidentes de trânsito. E mesmo assim, o uso do cinto, que é obrigatório para todos os ocupantes do veículo, ainda é frequentemente ignorado, especialmente pelos passageiros do banco traseiro.

A EPR reforça que o cinto de segurança é um dos principais aliados na proteção em caso de colisões e pode ser determinante entre a vida e a morte. No entanto, o comportamento de parte dos usuários mostra que a conscientização ainda precisa avançar bastante.

Por que isso ainda é deixado de lado por muitas pessoas?

Muitos passageiros, acreditam que estão seguros, e nunca pensam que uma tragédia dessa poderia acontecer em suas vidas. Mas ai que está o problema, pois nunca conseguimos ter a certeza de quando isso viria ocorrer em nossas vidas.

Leia também: Multa surpresa? Veja onde o radar portátil ainda pode te pegar nas ruas e estradas

Em pesquisas feitas em palestras, escolas, trabalhos, ou até mesmo quando olhamos em nosso dia a dia, conseguimos ver a presença dessa infração no nosso cotidiano. Sabemos que isso pode ser cultura e hábito, principalmente em cidades pequenas, onde o uso do cinto nunca foi uma prioridade, e isso traz uma grande consequência, deixando um geração inteira de motoristas e passageiros sem esse cuidado.

E qual a desculpas dessas pessoas?

Muita gente ainda evita colocar o cinto por achar que ele aperta demais, incomoda nos ombros ou atrapalha um cochilo no banco traseiro. Em viagens curtas, então, é comum ouvir: “Pra que isso? É só ali na esquina.” Esse tipo de pensamento, por mais inofensivo que pareça, é perigoso.

O problema é que essa ideia de “é só um trechinho” vira rotina. Basta um segundo, um susto, uma freada brusca… e o que parecia um trajeto tranquilo pode se transformar em tragédia. O conforto que muitos buscam ao evitar o cinto não vale o risco que estão correndo.

A consequência é grave!

Quem não usa o cinto de segurança coloca a própria vida e a dos outros em risco, pois, em caso de acidente, pode ser arremessado contra as partes do veículo ou até para fora dele, o que aumenta as chances de morte ou ferimentos graves.

Além disso, o passageiro sem cinto pode ferir quem está à frente, mesmo que essas pessoas estejam protegidas. O motorista também pode ser multado, perder pontos na carteira e, em acidentes com vítimas, responder judicialmente. Há ainda o risco de perder a cobertura do seguro e carregar um trauma emocional profundo, caso alguém se machuque ou morra por não estar devidamente protegido.

Como diminuir e conscientizar as pessoas?

Isso pode ser feito por meio de diversas ações educativas, como palestras e atividades em campanhas como o Maio Amarelo, que já tem forte apelo na conscientização sobre segurança no trânsito. Além disso, é essencial levar isso para dentro das escolas, com projetos regulares que falem sobre a importância do uso do cinto de segurança de forma lúdica e acessível.

Veja: O que fazer se o seu carro pegar fogo?

As crianças, quando bem orientadas, se tornam verdadeiras agentes de mudança dentro de casa: muitas vezes são elas que cobram dos pais atitudes mais responsáveis, como colocar o cinto mesmo no banco traseiro. Ao aprenderem desde cedo que a segurança no trânsito é um dever coletivo, essas crianças crescem com outra mentalidade e ajudam a formar uma cultura de respeito à vida. Junto a isso, materiais educativos, dinâmicas práticas e até simulações podem tornar o aprendizado ainda mais efetivo e marcante.

Mantendo a segurança para os pets e as crianças

Como já falado essa orientação começa desde pequeno, e com isso o código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina algumas regras a serem seguidas e que você não deve segui-las apenas por ser obrigatório e sim pelo cuidado e segurança que você irá passar ao menor ou ao animal.

Para você estar mais por dentro veja abaixo as orientações que você deve seguir:

Até os 10 anos de idade, as crianças devem sempre viajar no banco traseiro e com o dispositivo de retenção adequado para seu tamanho e peso. E funciona assim:

  • Até 13 kg, é obrigatório o uso do bebê conforto;
  • Até 18 kg, a cadeirinha;
  • E depois, até que a criança atinja 1,45 metro de altura, entra em cena o assento de elevação

Só depois dessa altura ela poderá usar o cinto de segurança do próprio carro, mas sempre no banco de trás.

E os pets? Eles também precisam de proteção!

O transporte seguro de animais de estimação ainda é negligenciado por muitos motoristas. Pets soltos no carro podem se machucar ou causar acidentes graves. O ideal é usar guias presas ao cinto ou cadeirinhas específicas para garantir a segurança e o conforto dos bichinhos.

Qual a importância das fabricantes de carros?

As fabricantes de carros têm um papel fundamental na segurança viária e na conscientização sobre o uso do cinto de segurança. Elas não apenas desenvolvem tecnologias para tornar os veículos mais seguros, mas também influenciam diretamente o comportamento dos motoristas e passageiros dentro dos carros. Um bom exemplo disso são os sensores de presença e os avisos sonoros do cinto de segurança, cada vez mais comuns nos veículos modernos.

Esses sistemas detectam se há alguém no banco e, caso o cinto não esteja afivelado, emitem sinais visuais e sonoros persistentes que incomodam até que o cinto seja colocado. Em alguns modelos mais avançados, o carro pode até limitar algumas funções, como o volume do som ou a velocidade, se os ocupantes não estiverem devidamente presos.

Esses recursos agem diretamente na mudança de hábito, tornando praticamente impossível ignorar o cinto sem ser alertado. Além disso, fabricantes que investem em segurança ativa e passiva, como airbags, controle de estabilidade e cintos com pré-tensionadores, reforçam a importância de uma proteção integrada, onde o cinto é o primeiro e mais essencial elo.

O problema é que as pessoas ainda acham um jeito de escapar, começam a burlar o sistema e ate mesmo a evitar carros com essa tecnologia.

Espero que tenha ajudado e orientado!

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