Pular para o conteúdo

Ferrari de R$ 18 milhões vira recordista e terá o IPVA mais caro de SP em 2026

O governo do Estado de São Paulo divulgou as regras e a tabela oficial do IPVA 2026, e um veículo em especial roubou a cena antes mesmo do início da cobrança. Trata-se da Ferrari Daytona SP3, ano 2023, avaliada em R$ 18.291.927. O superesportivo italiano não apenas ostenta o maior valor venal entre todos os veículos registrados no estado, como também será responsável pelo IPVA mais caro de São Paulo no próximo ano, com imposto calculado em impressionantes R$ 731.677.

Em um estado que soma cerca de 30,1 milhões de veículos em circulação, a presença de um modelo tão exclusivo evidencia o contraste entre a frota popular e o universo dos supercarros. O valor do imposto cobrado dessa Ferrari é suficiente para adquirir diversos veículos zero-quilômetro no mercado nacional, o que reforça o impacto simbólico desse número na tabela oficial do IPVA 2026.

Valor histórico

O montante do imposto da Daytona SP3 chama atenção não apenas pelo número absoluto, mas pelo que ele representa em comparação com carros comuns. Com o valor do IPVA dessa Ferrari, seria possível comprar aproximadamente nove unidades do Citroën C3 na versão de entrada, dois sedãs BMW Série 3 ou ainda chegar muito perto do preço de um Porsche 718 Cayman GTS novo.

Esse comparativo ajuda a dimensionar o peso do imposto e reforça como o cálculo do IPVA, baseado no valor venal do veículo, impacta de forma direta modelos de altíssimo padrão. No caso da Ferrari SP3 Daytona, a exclusividade e a raridade elevam o valor muito além do desempenho puro.

Exclusividade extrema

A Ferrari Daytona SP3 não é apenas mais um superesportivo caro. O modelo faz parte da série Icona, criada para homenagear momentos históricos da marca italiana nas pistas. O nome remete à vitória da Ferrari nas 24 Horas de Daytona de 1967, quando a fabricante conquistou uma memorável dobradinha com a lendária 330 P4.

Lançada oficialmente em 2021, a Daytona SP3 teve produção limitada a apenas 599 unidades em todo o mundo. Todas foram vendidas antes mesmo do início da fabricação, reforçando o caráter altamente exclusivo do modelo. Essa limitação extrema é um dos principais fatores que justificam a avaliação superior a R$ 18 milhões no mercado brasileiro.

Engenharia avançada

O projeto da Daytona SP3 combina soluções desenvolvidas para as pistas com aplicações diretas em um carro homologado para as ruas. O chassi utiliza monocoque em fibra de carbono, tecnologia amplamente empregada na Fórmula 1, além do uso de Kevlar em áreas estratégicas para aumentar a rigidez estrutural e a segurança.

O trabalho aerodinâmico é um dos destaques do modelo. O spoiler traseiro integrado à carroceria e o posicionamento elevado dos escapamentos permitem maior eficiência do difusor traseiro, o que resulta em mais estabilidade em altas velocidades. Cada elemento visual tem função técnica bem definida, indo além da estética.

Ferrari Daytona SP3 vermelho em movimento na estrada.
Foto: Divulgação | Ferrari Daytona SP3 vermelho em movimento na estrada.

Interior focado

Ao entrar na Daytona SP3, o motorista encontra um ambiente totalmente voltado à condução esportiva. Os bancos são integrados diretamente à estrutura do chassi, reduzindo peso e aumentando a rigidez. Para ajustar a posição de dirigir, a Ferrari adotou uma pedaleira móvel, solução inspirada em carros de competição.

O painel de instrumentos abandona excessos e concentra as informações essenciais em uma tela curva de 16 polegadas. Os principais comandos ficam no volante, permitindo que o condutor mantenha as mãos sempre na posição ideal, mesmo em condução extrema.

V12 sem concessões

Em um momento em que a eletrificação avança rapidamente, a Ferrari seguiu o caminho oposto na Daytona SP3. O modelo mantém um motor 6.5 V12 aspirado, sem qualquer tipo de assistência elétrica. São 840 cavalos de potência e 697 Nm de torque entregues de forma linear e agressiva.

A transmissão é automatizada de dupla embreagem, com sete marchas, calibrada para trocas rápidas e progressivas. O desempenho impressiona: aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,85 segundos, chegada aos 200 km/h em 7,4 segundos e velocidade máxima superior a 340 km/h.

Outros recordes

Apesar de liderar o ranking geral, a Ferrari Daytona SP3 não é o único veículo de alto valor a chamar atenção na tabela do IPVA 2026. Entre os SUVs, o maior imposto será pago pelo Rolls-Royce Cullinan B 2023, avaliado em R$ 7,61 milhões, com IPVA de aproximadamente R$ 304,5 mil.

No segmento de veículos pesados, o destaque fica para o Mercedes-Benz eActros 400, caminhão elétrico de 2024, que figura como o mais caro entre os de transporte de carga. Já no universo das duas rodas, a Ducati Panigale V4 R 2023 lidera, com valor venal de R$ 532,9 mil e imposto superior a R$ 10,6 mil.

Panorama estadual

Para 2026, o governo paulista estima que cerca de 19,2 milhões de veículos estarão sujeitos à cobrança do IPVA. Outros 9,9 milhões ficam isentos automaticamente por terem mais de 20 anos de fabricação, conforme a legislação estadual. Além disso, aproximadamente 1 milhão de veículos se enquadram em categorias de imunidade ou dispensa legal.

Entre os beneficiados estão veículos oficiais, táxis, automóveis pertencentes a pessoas com deficiência, além de carros registrados em nome de igrejas e entidades sem fins lucrativos. Esse conjunto de exceções reduz o universo total de contribuintes efetivos.

Possível isenção

Uma das principais novidades do IPVA 2026 em São Paulo é a proposta enviada pelo governo estadual à Assembleia Legislativa em regime de urgência. O texto prevê isenção total do imposto para motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas, desde que pertençam a pessoas físicas e estejam em situação regular.

Caso aprovada, a medida deve beneficiar milhões de proprietários e impactar diretamente profissionais que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho, como entregadores e prestadores de serviço. A proposta ainda está em tramitação, mas já gera expectativa entre os contribuintes.

Veículos sustentáveis

O IPVA 2026 também mantém incentivos voltados a tecnologias mais limpas. Veículos movidos a hidrogênio continuam isentos, assim como híbridos flex que combinam motor elétrico e combustão movida a etanol, desde que o valor do veículo não ultrapasse R$ 250 mil.

Ônibus e caminhões movidos exclusivamente a hidrogênio ou gás natural, incluindo biometano, seguem com o benefício. O programa estadual prevê um escalonamento das alíquotas, com aumento gradual a partir de 2027 até atingir o teto em 2030.

Calendário mantido

O calendário de pagamento do IPVA 2026 em São Paulo mantém o formato tradicional. Quem optar pela quitação em cota única em janeiro garante desconto de 3%. O pagamento integral em fevereiro segue sem abatimento, enquanto o parcelamento pode ser feito em até cinco vezes, de janeiro a maio.

Para caminhões, as regras são diferentes, com prazos específicos e possibilidade de desconto para pagamento integral em janeiro. As datas variam conforme o final da placa e o tipo de veículo.

Com números que impressionam até quem está acostumado ao mercado de luxo, a Ferrari Daytona SP3 se consolida como um símbolo extremo da exclusividade automotiva no Brasil. Além de ser um ícone de engenharia e design, o modelo entra para a história também como o veículo que pagará o IPVA mais alto já registrado em São Paulo.

Veja também: Hilux tem descontos inéditos e valores despencam para CNPJ em 2025

Avalie essa notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *