A cobrança do IPVA para veículos antigos está prestes a passar por uma das maiores mudanças dos últimos anos. A partir de 2026, proprietários de carros com mais de 20 anos de fabricação deixarão de pagar o imposto em todo o território nacional. A medida encerra uma antiga desigualdade entre estados e promete aliviar o bolso de milhões de motoristas.
O tema ganhou repercussão porque, até então, a isenção do IPVA dependia exclusivamente de leis estaduais. Em alguns estados, o benefício já existia; em outros, o imposto continuava sendo cobrado mesmo de veículos com valor de mercado bastante reduzido.

Nova regra
A nova regra estabelece que veículos com 20 anos ou mais ficam automaticamente isentos do IPVA. A mudança passa a valer a partir de 2026 e tem alcance nacional, eliminando diferenças regionais que causavam confusão entre motoristas.
Com isso, estados que nunca concederam isenção para carros antigos passam a ser obrigados a seguir o mesmo critério adotado em todo o país, criando um padrão único para o imposto.
Base legal
A isenção foi viabilizada por uma alteração na Constituição, aprovada pelo Congresso Nacional e promulgada no fim de 2025. A mudança determina que o IPVA não pode mais ser cobrado de veículos com mais de duas décadas de fabricação.
Por se tratar de uma regra constitucional, os estados não podem criar exceções ou manter a cobrança. A aplicação passa a ser obrigatória, independentemente da política tributária local.
Quem ganha
A estimativa é que mais de 8 milhões de veículos sejam beneficiados pela nova regra logo no primeiro ano de vigência. Grande parte deles é formada por carros populares que ainda circulam diariamente, especialmente em cidades do interior.
Para muitos proprietários, o IPVA representava um custo desproporcional ao valor do veículo, tornando a manutenção anual mais pesada do que o próprio preço de mercado do carro.
Fim da desigualdade
Antes da mudança, cada estado adotava um critério diferente para isenção. Em alguns, o IPVA deixava de ser cobrado após 15 anos; em outros, apenas com 20 ou até 30 anos de fabricação.
Essa disparidade fazia com que motoristas em estados vizinhos tivessem obrigações totalmente diferentes, mesmo possuindo veículos semelhantes. A nova regra elimina essa diferença e padroniza a cobrança.
Estados afetados
Estados como Pernambuco, Minas Gerais, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina, que ainda cobravam IPVA de veículos com mais de 20 anos, terão de se adequar à nova norma.
Nessas regiões, a mudança deve ter impacto significativo, já que muitos motoristas ainda mantêm carros antigos por necessidade, não por opção.
Impacto financeiro
O fim do IPVA para carros antigos representa uma economia anual relevante para os proprietários. Dependendo do estado e do valor venal do veículo, o imposto podia chegar a centenas de reais por ano.
Para famílias de baixa renda e trabalhadores que dependem do carro para trabalhar, essa economia pode ser direcionada para manutenção, combustível ou outras despesas essenciais.
Mercado usado
A isenção também tende a movimentar o mercado de veículos usados. Carros mais antigos passam a ser mais atrativos, já que deixam de gerar uma despesa fixa anual com imposto.
Especialistas avaliam que isso pode valorizar modelos antigos em bom estado e ampliar a circulação desses veículos no mercado de compra e venda.
Carros populares
Modelos fabricados até 2006 entram automaticamente na lista de isentos em 2026. Isso inclui uma grande quantidade de carros populares que ainda são amplamente utilizados no dia a dia.
Esses veículos, apesar da idade, continuam sendo essenciais para deslocamento urbano, trabalho e transporte familiar em diversas regiões do país.
Outras taxas
É importante destacar que a isenção do IPVA não elimina outras obrigações. O licenciamento anual continua sendo obrigatório, assim como o pagamento de multas e débitos pendentes.
Ou seja, o veículo só estará regular se todas as demais exigências legais forem cumpridas, mesmo sem a cobrança do imposto.
Confusão comum
Muitos motoristas confundem a isenção do IPVA com a dispensa total de custos. A nova regra não elimina taxas administrativas nem autoriza circular com o carro irregular.
O imposto deixa de ser cobrado, mas o controle e a fiscalização do veículo permanecem exatamente os mesmos.
Opinião técnica
Especialistas em direito tributário avaliam que a medida corrige uma distorção histórica. Veículos antigos geralmente têm valor de mercado muito baixo, mas eram tributados como se ainda representassem patrimônio relevante.
Além disso, o custo ambiental e econômico de manter esses veículos já é alto, o que tornava o IPVA um peso adicional para o proprietário.
Críticas existentes
Apesar da boa recepção, a mudança também recebe críticas. Alguns especialistas apontam que a isenção pode estimular a permanência de veículos mais antigos em circulação, o que pode impactar a segurança e o meio ambiente.
Por outro lado, defensores da medida lembram que a maioria desses veículos já circula há anos e que a falta de isenção não os retirava das ruas.
Segurança viária
A nova regra não altera exigências de segurança. Veículos antigos continuam sujeitos a fiscalização, multas e apreensão caso estejam em más condições de uso.
A responsabilidade pela manutenção adequada segue sendo do proprietário, independentemente da isenção do imposto.
Fiscalização mantida
Estados e municípios continuam com autonomia para fiscalizar veículos em circulação. A isenção do IPVA não reduz o poder de atuação dos órgãos de trânsito.
Isso garante que apenas carros em condições mínimas de segurança possam circular, mesmo entre os mais antigos.
Alívio ao motorista
Para muitos motoristas, a mudança representa mais do que economia. Ela traz a sensação de justiça fiscal, ao eliminar um custo considerado desproporcional à realidade do veículo.
Em regiões onde o transporte público é limitado, o carro antigo ainda é a principal forma de mobilidade, tornando a isenção ainda mais relevante.
Transição prática
A aplicação da nova regra será automática. O proprietário não precisará solicitar isenção ou fazer qualquer procedimento adicional para deixar de pagar o IPVA.
A partir de 2026, veículos enquadrados no critério simplesmente não terão o imposto lançado no sistema estadual.
Atenção aos prazos
Mesmo sem o IPVA, o motorista deve continuar atento aos prazos de licenciamento e renovação de documentos. O atraso nessas obrigações pode gerar multas e restrições.
Manter o veículo regular continua sendo essencial para evitar problemas legais.
Mudança histórica
O fim do IPVA para carros com mais de 20 anos marca uma mudança histórica na tributação veicular no Brasil. Pela primeira vez, o critério passa a ser nacional e uniforme.
A medida reflete uma tentativa de adaptar o sistema tributário à realidade econômica de grande parte da população.
Olhar futuro
Com a nova regra, o debate sobre tributação de veículos deve avançar para outros pontos, como modelos elétricos, híbridos e políticas ambientais.
Enquanto isso, milhões de motoristas já sabem que, a partir de 2026, um dos custos mais incômodos para quem tem carro antigo deixará de existir, trazendo alívio financeiro e encerrando uma desigualdade antiga no país.
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Redator online do IPVA Consulta, está concluindo o ensino médio. Produz conteúdos informativos e relevantes sobre impostos, documentação e obrigações veiculares, sempre com foco em facilitar a vida do motorista. Interessado em aprender cada vez mais, busca transformar informações técnicas em textos simples e úteis para o dia a dia de quem lida com o IPVA e outros temas do universo automotivo.