O início de 2026 acendeu um alerta importante para contribuintes do Rio de Janeiro. Com a chegada dos prazos para pagamento de impostos obrigatórios como IPVA, IPTU e a taxa do Funesbom, também cresce de forma significativa a atuação de golpistas que se aproveitam da pressa e da falta de informação para aplicar fraudes. A promessa de facilidade no pagamento ou de links diretos acaba levando muitos cidadãos a prejuízos financeiros.
Autoridades e órgãos oficiais reforçam que a maioria dos golpes acontece justamente neste período, quando milhares de pessoas acessam a internet em busca de guias de pagamento. A reportagem detalha como essas fraudes funcionam, quais impostos são mais usados como isca e quais cuidados simples podem evitar dores de cabeça.

Período crítico
Janeiro e fevereiro concentram grande parte dos vencimentos de tributos no estado, o que transforma esse momento em um campo fértil para ações criminosas. Golpistas sabem que o contribuinte quer resolver tudo rapidamente e exploram esse comportamento.
Mensagens falsas, anúncios patrocinados em buscadores e sites que imitam páginas oficiais são as estratégias mais comuns. Muitas vezes, o visual é tão semelhante ao original que o cidadão só percebe o golpe depois de efetuar o pagamento.
Impostos visados
Os principais alvos das fraudes são o IPVA, o IPTU e a taxa do Funesbom. Esses tributos têm grande alcance, atingem milhões de pessoas e costumam ser pagos logo no início do ano, o que aumenta o volume de buscas por guias de recolhimento.
Cada imposto possui um sistema próprio de emissão, mas os golpistas tentam unificar a fraude, oferecendo supostos links “rápidos” ou “simplificados”, que na verdade direcionam o pagamento para contas criminosas.
Golpes digitais
A maioria das fraudes ocorre no ambiente digital. Sites falsos são criados com endereços muito parecidos com os oficiais, mudando apenas um detalhe quase imperceptível. Em outros casos, links são enviados por e-mail, mensagens de texto ou aplicativos de conversa.
Há também golpes envolvendo boletos adulterados. O valor parece correto, mas o código de barras direciona o pagamento para outra conta, fazendo com que o contribuinte perca o dinheiro e continue em débito com o imposto.
IPVA em foco
No caso do IPVA, a orientação é clara: a guia deve ser emitida exclusivamente pelos canais oficiais da Secretaria de Fazenda. O imposto não é enviado por e-mail nem por mensagem, e qualquer comunicação desse tipo deve ser vista com desconfiança.
Outro ponto de atenção é o uso de mecanismos de busca. Links patrocinados podem levar a páginas falsas. A recomendação é digitar diretamente o endereço oficial no navegador ou acessar o serviço pelo aplicativo do banco credenciado.
Risco no IPTU
O IPTU também aparece entre os tributos mais usados em golpes. Muitos criminosos se aproveitam do fato de que algumas prefeituras permitem a emissão online e presencial da guia, criando versões falsas que imitam os portais municipais.
Em alguns casos, o contribuinte acredita ter pago corretamente, mas descobre meses depois que o imposto continua em aberto. O prejuízo financeiro se soma à necessidade de regularizar a dívida para evitar multas e juros.
Taxa Funesbom
A taxa do Funesbom, conhecida como taxa de incêndio, também entrou na mira dos golpistas em 2026. Por se tratar de uma cobrança menos conhecida por parte da população, muitos acabam caindo em armadilhas por falta de familiaridade.
A emissão da guia deve ser feita apenas pelos canais oficiais do Corpo de Bombeiros ou do fundo responsável. Qualquer link externo ou intermediário representa risco e deve ser evitado.
Erros comuns
Um dos erros mais frequentes é confiar em links recebidos por terceiros. Mesmo quando a mensagem parece vir de uma fonte confiável, o ideal é não clicar e buscar o site oficial por conta própria.
Outro equívoco é acreditar em promessas de desconto fora dos canais oficiais. Golpistas costumam oferecer vantagens inexistentes para convencer a vítima a agir rapidamente, sem conferir as informações.
Como se proteger
A principal forma de proteção é a informação. Saber exatamente onde e como emitir cada guia reduz drasticamente o risco de fraude. Utilizar apenas sites oficiais e aplicativos reconhecidos é uma regra básica que não deve ser ignorada.
Conferir os dados do beneficiário antes de concluir o pagamento também é essencial. Nome do órgão, CNPJ e banco de destino precisam corresponder às informações oficiais do tributo.
Atenção aos detalhes
Endereços eletrônicos são um ponto-chave para identificar golpes. Pequenas alterações, como letras trocadas ou extensões diferentes, costumam indicar páginas falsas. Sites oficiais geralmente utilizam domínios governamentais, o que facilita a identificação.
Outro detalhe importante é o método de pagamento. Em caso de Pix, o nome do recebedor aparece antes da confirmação. Se o nome não corresponder ao órgão público, o pagamento não deve ser realizado.
Consequências do golpe
Cair em um golpe não significa apenas perder dinheiro. O imposto continua em aberto, o que pode gerar multas, juros e até restrições legais, como impedimento de licenciamento de veículos ou inscrição em dívida ativa.
Além disso, a recuperação do valor pago indevidamente é difícil e, na maioria dos casos, depende de investigação policial e processos demorados, sem garantia de ressarcimento.
Papel do contribuinte
As autoridades reforçam que a prevenção começa com o próprio cidadão. Desconfiar de facilidades excessivas e verificar sempre a fonte da informação são atitudes que fazem a diferença.
Em caso de dúvida, o ideal é procurar diretamente o órgão responsável ou utilizar os canais de atendimento oficiais. Essa simples ação pode evitar prejuízos consideráveis.
Ação dos órgãos
Órgãos estaduais e municipais têm intensificado campanhas de conscientização para alertar sobre os golpes. Avisos em sites oficiais e redes sociais reforçam que nenhum tributo é cobrado por meio de links enviados por mensagem.
Mesmo assim, o número de tentativas de fraude segue alto, mostrando que a informação ainda não chega a todos. Por isso, a divulgação constante dessas orientações é considerada fundamental.
Tecnologia e fraudes
O avanço da tecnologia facilita tanto o pagamento quanto a ação dos golpistas. Ferramentas modernas permitem criar sites falsos cada vez mais sofisticados, dificultando a identificação imediata da fraude.
Por outro lado, os sistemas oficiais também evoluíram, oferecendo mais transparência e segurança. Cabe ao contribuinte optar sempre pelo caminho mais seguro, mesmo que pareça menos prático.
Educação financeira
A situação também evidencia a importância da educação financeira e digital. Entender como funcionam os tributos e seus canais de cobrança ajuda a reduzir a vulnerabilidade a golpes.
Conhecimento básico sobre segurança online, como identificar sites confiáveis e desconfiar de comunicações inesperadas, é cada vez mais necessário no dia a dia.
Alerta geral
O recado das autoridades é direto: nenhum tributo deve ser pago sem verificação prévia. A pressa é uma aliada dos golpistas, e desacelerar para conferir informações pode evitar prejuízos.
Em um período de tantas obrigações financeiras, manter a atenção redobrada é essencial para não transformar o pagamento de impostos em um problema ainda maior.
Conclusão necessária
O aumento dos golpes envolvendo IPVA, IPTU e Funesbom em 2026 mostra que o contribuinte precisa estar mais atento do que nunca. A combinação de prazos apertados e facilidades digitais cria o ambiente ideal para fraudes.
Seguir apenas os canais oficiais, conferir dados antes do pagamento e desconfiar de links e mensagens são atitudes simples, mas eficazes. Em tempos de golpes cada vez mais sofisticados, informação e cautela continuam sendo as melhores defesas.
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Redator online do IPVA Consulta, está concluindo o ensino médio. Produz conteúdos informativos e relevantes sobre impostos, documentação e obrigações veiculares, sempre com foco em facilitar a vida do motorista. Interessado em aprender cada vez mais, busca transformar informações técnicas em textos simples e úteis para o dia a dia de quem lida com o IPVA e outros temas do universo automotivo.