O Governo de Goiás iniciou 2026 com uma mudança que impacta diretamente milhares de motociclistas em todo o estado. Uma nova regra passou a valer desde o dia 1º de janeiro e alterou de forma significativa a cobrança do IPVA para motos de baixa cilindrada, reduzindo custos para quem depende do veículo no dia a dia.
A medida representa um marco na política tributária estadual, ao direcionar o benefício principalmente a proprietários de motos populares, muito usadas para deslocamento urbano, trabalho informal e atividades profissionais como entregas e serviços autônomos.
Isenção confirmada
A principal novidade é a isenção total do IPVA para motocicletas, motonetas, ciclomotores e triciclos com até 150 cilindradas, desde que o veículo tenha seis anos ou mais de fabricação. Esses proprietários simplesmente não precisarão pagar o imposto em 2026.
A isenção já está em vigor e não depende de solicitação prévia. Se o veículo se enquadra nos critérios definidos pela legislação estadual, o benefício é aplicado automaticamente no sistema de cobrança do IPVA.

Base legal
A nova regra está prevista na Lei Estadual nº 23.287/2025, sancionada pelo governador Ronaldo Caiado no fim do ano passado. O texto legal alterou dispositivos anteriores do Código Tributário Estadual e ampliou o alcance das isenções já existentes.
Segundo o governo, a proposta foi construída com foco social, levando em consideração o perfil dos proprietários de motos de baixa cilindrada, que geralmente utilizam o veículo como ferramenta de trabalho ou meio de transporte essencial.
Quem se beneficia
O público beneficiado é amplo. Motos de uso urbano, modelos populares e veículos mais antigos compõem a maior parte da frota enquadrada na nova isenção. Isso inclui motocicletas amplamente usadas por entregadores, trabalhadores autônomos e moradores de cidades do interior.
A estimativa é que dezenas de milhares de motociclistas goianos deixem de pagar IPVA em 2026 graças à mudança. Para muitos, a economia representa alívio direto no orçamento anual.
Critérios claros
Para ter direito à isenção, o veículo precisa atender a dois critérios objetivos. O primeiro é a cilindrada máxima de 150 cc. O segundo é o tempo mínimo de seis anos de uso, contado a partir do ano de fabricação.
Não há exigência de renda, profissão ou finalidade do uso. Basta que a moto esteja regularmente registrada em Goiás e cumpra os requisitos técnicos definidos na legislação.
Veículos incluídos
Além das motocicletas tradicionais, a isenção também se aplica a ciclomotores, motonetas e triciclos, desde que respeitem o limite de cilindrada e o tempo mínimo de uso estabelecido.
Essa ampliação evita dúvidas comuns e garante que veículos usados em atividades comerciais leves também sejam contemplados, desde que se enquadrem nas especificações legais.
Outras isenções
A legislação goiana já previa isenção de IPVA para veículos com 15 anos ou mais de fabricação, independentemente do tipo. Essa regra permanece válida e segue beneficiando carros, motos e outros veículos mais antigos.
Também continuam em vigor as isenções destinadas a categorias específicas, como táxis, mototáxis, transporte escolar, veículos adaptados para pessoas com deficiência e automóveis utilizados por instituições filantrópicas.
Descontos alternativos
Para motos de até 125 cilindradas que ainda não atingiram seis anos de uso, o governo manteve a possibilidade de reduções parciais no IPVA, desde que o proprietário cumpra alguns requisitos.
Entre eles estão a ausência de infrações de trânsito, licenciamento em dia e regularidade documental. Esses critérios funcionam como incentivo à boa conduta no trânsito e à adimplência.
Impacto social
A decisão de isentar motos de baixa cilindrada tem impacto direto na mobilidade urbana e na economia local. Em muitas cidades, especialmente no interior, a moto é o principal meio de transporte da população.
Reduzir a carga tributária sobre esses veículos significa facilitar o acesso ao transporte, diminuir a inadimplência e permitir que trabalhadores informais mantenham sua fonte de renda ativa.
Arrecadação menor
Apesar da renúncia fiscal, o governo afirma que o impacto na arrecadação será controlado. Segundo a Secretaria da Economia, o IPVA de motos de baixa cilindrada representa uma parcela relativamente pequena do total arrecadado com o imposto.
Além disso, a expectativa é que a redução da inadimplência compense parte da perda, já que muitos proprietários deixam de pagar o IPVA justamente por dificuldades financeiras.
Consulta simples
Os proprietários podem verificar se o veículo está isento acessando os canais oficiais da Secretaria da Economia. O sistema de consulta do IPVA já reflete automaticamente as novas regras para 2026.
Caso a moto se enquadre nos critérios e ainda apareça com cobrança, o contribuinte pode solicitar revisão por meio dos canais digitais ou atendimento presencial.
Atenção a golpes
Com mudanças nas regras do IPVA, o governo reforça o alerta para golpes envolvendo boletos falsos. O pagamento deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais, como o site da Secretaria da Economia ou aplicativos bancários autorizados.
Nunca é recomendável clicar em links recebidos por mensagens ou redes sociais oferecendo facilidades ou descontos fora dos canais oficiais.
Comparação nacional
A medida coloca Goiás entre os estados mais agressivos na concessão de benefícios fiscais para motos populares. Em muitos estados, a isenção só ocorre após 10 ou 15 anos de fabricação.
Ao reduzir esse prazo para seis anos no caso das motos até 150 cc, Goiás adota uma política mais alinhada à realidade econômica dos proprietários desses veículos.
Reação positiva
Entidades ligadas ao setor de duas rodas e representantes de trabalhadores que utilizam motos diariamente receberam a medida de forma positiva. Para eles, o custo tributário sempre foi um dos principais entraves para a regularização dos veículos.
A expectativa é que a nova regra incentive mais motociclistas a manterem a documentação em dia, melhorando o controle da frota e a segurança no trânsito.
Olhar futuro
O governo não descarta ampliar ou revisar a política nos próximos anos, conforme o impacto da medida seja avaliado. A experiência de 2026 deve servir como base para ajustes futuros.
Se os resultados forem positivos, outras faixas de cilindrada ou condições específicas podem entrar em discussão nos próximos exercícios fiscais.
O que muda
Na prática, milhares de motociclistas começam 2026 sem a preocupação de pagar IPVA. Para quem se enquadra nos critérios, o imposto simplesmente deixa de existir naquele ano.
A mudança reforça a tendência de políticas fiscais mais seletivas, focadas em aliviar o peso tributário sobre quem mais depende do veículo para trabalhar e se locomover.
Veja também: Carros de luxo acumulam dívidas milionárias de IPVA e chocam a Bahia
Redator online do IPVA Consulta, está concluindo o ensino médio. Produz conteúdos informativos e relevantes sobre impostos, documentação e obrigações veiculares, sempre com foco em facilitar a vida do motorista. Interessado em aprender cada vez mais, busca transformar informações técnicas em textos simples e úteis para o dia a dia de quem lida com o IPVA e outros temas do universo automotivo.